A Polícia Civil de Santiago entregou o inquérito à Justiça, na manhã desta sexta-feira, sobre o caso da jovem de 25 anos que teria dado à luz um bebê, enrolado a criança em um lençol e, depois, jogado-a em um vaso sanitário. O crime teria ocorrido no dia 11 de abril.
No inquérito, a mãe é indiciada por homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e não permitir defesa à vítima) e por ter participado da ocultação do cadáver. Já o ex-companheiro da jovem, um homem de 38 anos, foi indiciado por ocultação de cadáver. A partir de hoje, o Ministério Público tem 15 dias para examinar o inquérito, que tem 275 páginas e um relatório de 20 laudas.
O delegado da Polícia Civil João Carlos Brum Vaz coordenou a investigação. Na última segunda-feira, a polícia procurou por vestígio em duas fossas da casa que teria ocorrido o crime. Em 1º de julho, houve uma reconstituição da ocorrência, na residência em que a jovem teria tido o bebê. Ela chegou a ficar 10 dias em prisão temporária.
Defesa alega inquérito sem coerência
O advogado de defesa, Leudo Costa, afirma que a Polícia Civil ignorou o laudo, assinado por perito médico-legista de Santiago, que confirma que a jovem não esteve grávida.
— O inquérito não tem nenhuma prova, além de depoimentos. É uma viagem policial. Ela (a jovem) precisa de acompanhamento psicológico. Vou pedir arquivamento do inquérito, baseado no lado pericial que foi ignorado — alega Costa.
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