1.066 alunos da Tito Ferrari ainda não começaram o ano letivo.
A data que, teoricamente, deveria marcar a volta às
aulas em todas as instituições de ensino estaduais de 23 municípios da área de
abrangência da 8ª Coordenadoria Regional de Educação (8ª CRE) é 27 de fevereiro.
No entanto, a maior escola pública de São Pedro do Sul, a Tito Ferrari,
permanece com as salas de aula vazias, contabilizando uma perda de 12 dias
letivos até esta sexta-feira.
O Ministério Público interditou a Escola Estadual devido a problemas na rede elétrica. Enquanto os 1.066 estudantes permanecem em casa, a 8ª CRE, por meio da 8ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (8ª CRO), deu início a uma intervenção no prédio da instituição, a fim de tentar liberação judicial para o início das aulas. O engenheiro eletricista Antenor Stefanello, da 8ª CRO, é o responsável pela obra.
– Iremos instalar um equipamento chamado IDR, que garante a segurança na parte interna, evitando qualquer tipo de problema – antecipou Stefanello.
Depois da intervenção técnica, será elaborado um laudo, posteriormente encaminhado à Justiça de São Pedro do Sul. As reformas devem ser concluídas em até 20 dias, segundo o Judiciário. Já o alvará, deve ser concedido pelo Corpo de Bombeiros em até 10 dias, após vistoria das novas instalações.
Conforme o engenheiro Stefanello, se a Justiça entender que há necessidade de reforma completa no prédio da instituição, a escola não voltará a funcionar este ano.
Para a produtora rural Zigele Gallina, 42, mãe da Andressa, 12, que está no 7° ano, a situação é temerária:
– Nossos filhos estavam correndo risco desde o ano passado, e ninguém nos avisou. Fiquei sabendo do problema por uma merendeira da escola, em fevereiro – reclama Zigele.
Para outra mãe, a policial civil Gisele Lima, o problema se transformou em um jogo de empurra entre a direção e a 8ª CRE.
– A nossa indignação não é só pelo fato dos nossos filhos estarem perdendo aula, mas, sim, pela omissão dos responsáveis – desabafou a mãe.
Hoje é o dia D para o futuro dos alunos da Tito Ferrari
Hoje, o coordenador adjunto da 8ª CRE, Cesar Souza, acompanhado da diretora da escola, Camila Saideles, irá a Porto Alegre para uma reunião na Secretaria de Educação na tentativa de realocar os alunos para outro espaço. Segundo Souza, será elaborado junto à comunidade de São Pedro, um calendário específico para a escola.
– Nós vamos dar todo o apoio possível e fazer um calendário novo para a Tito Ferrari. Se tivermos de usar todos os sábados, vamos usar – disse.
A maior preocupação, segundo ele, é com os alunos do 3º ano e demais estudantes que prestam algum tipo de prova no final de 2013.
– É possível terminar o ano letivo antes do vestibular da UFSM, por exemplo – acredita Souza.
O vestibular da Federal será na primeira quinzena de dezembro.
O Ministério Público interditou a Escola Estadual devido a problemas na rede elétrica. Enquanto os 1.066 estudantes permanecem em casa, a 8ª CRE, por meio da 8ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (8ª CRO), deu início a uma intervenção no prédio da instituição, a fim de tentar liberação judicial para o início das aulas. O engenheiro eletricista Antenor Stefanello, da 8ª CRO, é o responsável pela obra.
– Iremos instalar um equipamento chamado IDR, que garante a segurança na parte interna, evitando qualquer tipo de problema – antecipou Stefanello.
Depois da intervenção técnica, será elaborado um laudo, posteriormente encaminhado à Justiça de São Pedro do Sul. As reformas devem ser concluídas em até 20 dias, segundo o Judiciário. Já o alvará, deve ser concedido pelo Corpo de Bombeiros em até 10 dias, após vistoria das novas instalações.
Conforme o engenheiro Stefanello, se a Justiça entender que há necessidade de reforma completa no prédio da instituição, a escola não voltará a funcionar este ano.
Para a produtora rural Zigele Gallina, 42, mãe da Andressa, 12, que está no 7° ano, a situação é temerária:
– Nossos filhos estavam correndo risco desde o ano passado, e ninguém nos avisou. Fiquei sabendo do problema por uma merendeira da escola, em fevereiro – reclama Zigele.
Para outra mãe, a policial civil Gisele Lima, o problema se transformou em um jogo de empurra entre a direção e a 8ª CRE.
– A nossa indignação não é só pelo fato dos nossos filhos estarem perdendo aula, mas, sim, pela omissão dos responsáveis – desabafou a mãe.
Hoje é o dia D para o futuro dos alunos da Tito Ferrari
Hoje, o coordenador adjunto da 8ª CRE, Cesar Souza, acompanhado da diretora da escola, Camila Saideles, irá a Porto Alegre para uma reunião na Secretaria de Educação na tentativa de realocar os alunos para outro espaço. Segundo Souza, será elaborado junto à comunidade de São Pedro, um calendário específico para a escola.
– Nós vamos dar todo o apoio possível e fazer um calendário novo para a Tito Ferrari. Se tivermos de usar todos os sábados, vamos usar – disse.
A maior preocupação, segundo ele, é com os alunos do 3º ano e demais estudantes que prestam algum tipo de prova no final de 2013.
– É possível terminar o ano letivo antes do vestibular da UFSM, por exemplo – acredita Souza.
O vestibular da Federal será na primeira quinzena de dezembro.
FONTE:http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/dsm/19,18,4075424,Escola-interditada-em-Sao-Pedro-do-Sul-busca-solucao.html

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